segunda-feira, junho 19, 2006

Mero Mortal

Não são Amores, que pretendo poetizar.
Nem tão pouco deixas ou sentenças roubadas.
Acredita, estas palavras não são tuas.
São minhas. Primeiro nuas, depois bem esculpidas.
Nunca terás o poder de as estragar ou enfatizar.
Apenas te servem de leitura e consolo.
Por saberes que sou Eu,
Por saberes que já te foram queridas.
Por saberes que Eu já fui Teu.

Fomos o começo do fim.,
O choro antes da pancada.
Tu foste o Teu vestido de cetim,
E Eu, a última lágrima derramada.

Nunca te faltei com palavras doces.
Nunca te Faltei, enquanto minha amada.
Manhãs, tardes, noites...
...Chamadas, palavras, desenhos.
Sorrisos. Inúmeras gargalhadas.
Nada. Nada de nada.
Agora?!
Já não há crepúsculo matinal.
Muito menos arco-íris.
Nada que resista ao temporal.
Era-me tudo impossível, tudo anormal.
Pensaste-me Super-homem,
Sendo Eu, apenas, um mero mortal.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O outro lado do fim II

O que nos torna, ainda, mais magníficos, é a nossa mortalidade. É certo, que a morte assusta a maior parte de nós. Tudo bem, é mais do que normal. Ora tal como eu aceito de bom grado, este nosso “handicap”, também afirmo, que a imortalidade é possível. Obviamente, que falo duma imortalidade diferente e superior, ao nosso corpo. Acredito, que a nossa alma, o nosso carácter e força de viver, pode ficar eternamente cá. Bem perto, de todos aqueles que assim, o pretenderem. Enquanto existir memória, ninguém morre realmente. Tudo isto, para dizer que o escrevi fica comigo, mas também aqui, no blog. Foi sempre essa a maior preocupação, que não se esquecessem de mim. Se o atingi ou não, isso fica ao vosso critério. Por mim, acabo satisfeito. O que pretendia atingir, consegui. Aliás, posso até dizer que encontrei algo, que não estava à espera. Só posso estar mais do que contente...mas não estou. Ficou muito por escrever. Muito por descrever, por contar. São tantas as palavras, que na ânsia de serem faladas, derraparam no céu-da-boca e se perderam. Tantas. E ainda bem, que aconteceu assim, até porque sem as palavras, que tenho eu?
Obrigado por partilharem, este meu “diário pessoal”, que foi crescendo com o passar dos meses, muito pela vossa paciência e dedicação. Sou sincero, quando admito que tudo isto valeu a pena e ultrapassou as minhas (poucas) expectativas. Até depois ou outro dia qualquer.

terça-feira, dezembro 06, 2005

O outro lado do fim...

Tudo morre. Ainda bem. É essa a característica, que nos distingue dos demais. A fantasia de saber, que um dia vamos morrer. Só as palvras não morrem. Ficam ali, gravadas de forma imortal. Por isso é que gosto das palavras. Das minhas palavras... Até depois ou assim.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Rapidinhas...sobre futebol

- Se o Benfica continuar, a ter tantos minutos de desconto nas suas partidas, no final da época terá mais três jogos nas pernas.
- Se calhar é por isso, que o Nuno Gomes falou em injecções. Precisam de mais energia.
- Alguém compreende o cabelo do Beto? E cabeça do Luisão? Ou o nariz do Veiga? Bem como as orelhas do Vieira?...
- Outra coisa, a águia só vai ter com o símbolo do “Benfas”, porque tem lá um naco de carne. Se tivesse uma nota de 100euros, até eu ia lá...
- Grandes reforços: o Rato Mickey (Micolli) está sempre lesionado e o Karagonis deve ter mentido no BI, porque o tipo “corre” devagaaaaarrrr...
- A alcunha de “Pinigol”, do Pinilla, tem tudo a ver menos com futebol.
- Será que o Liedson é anoréctico? Mas ninguém se preocupa?
- Ainda existe alguém que acredita no Abel Xavier? Se ele vivesse num país muçulmano, aquela MÃO há muito que tinha sido cortada.
- O César Peixoto é o maior exemplo de como uma mulher muda um homem. O tipo agora corre, marca...
- Por outro lado desde que a mulher do Nuno Gomes o deixou, ele até parece um bom avançado. Marca golos e tudo.
- Eu não pertenço à Macdonald’s, mas acredito que eles ainda não se esqueceram da divida, que o Nuno Gomes lá tem.
- O Varzim tem um número elevado de Angolanos. Vai concerteza, ter mais jogadores no Mundial de 06, do que o Porto.
- Aliás, até o Porto B, vai contar com mais jogadores no Mundial.
- Falando no Porto, aquilo está tão mal, que os jogadores emprestados, são convocados para as selecções, enquanto os outros népia!
- Ainda o Varzim. Os angolanos são tantos, que os treinos parecem a Kapital, num domingo à noite, dia “Lady’s Night”...

quarta-feira, novembro 23, 2005

Até porque, quando abre um "tasco" a gente deve sempre ir lá, para provar uns petiscos e discutir sobre a bola...
Tasco de eleição...

sexta-feira, novembro 18, 2005

A pedido especial, cá fica a tua marca...

"daki emanuel nem sequer li a merda do poema mas esoero k vejas o cõmenrtario. obrigado amigo por todas as horas k passamos juntos obrigado por seres a verdade em pessoa obrigado por perderes algumas horas da tua vida a apanhar os meus cacos k nem sabias existirem obrigado por tornares os m0omentos maus em bons obrigado pela tua companhia nos bons porque nunca me faltaste e sei k nao faltaras obrigado acredita k te amo e nao sou gay a força k me deste nao esquecerei e o que me dedicaste custou te algo k adoras fca entre nos o abraço deste sacaninha k nao devanece p.s. poe isto no blog pa toda A GENTE VER sempre teu amigo"
emanuel gomes

Estás bem cá dentro, meu broeiro lindo*

segunda-feira, novembro 14, 2005

Vidros partidos

Sussurra-me palavras amargas.
Renega, o que é meu por direito.
Força! Grita, que não me amas,
Torna este dia ainda mais perfeito...

Os vidros partem,
Manchando o chão com estilhaços de sangue.
Piso, calco, atravesso a sala calejada de dor.
Não dos pés, mas do sofrimento,
Há muito derramado.
Esbanjado, com asas que nunca o quiseram,
Nunca o pretenderam,
Almejaram,
Forçaram...
A tua janela continua partida.
Os vidros continuam espalhados.
Analogia parva descrevi,
Para te explicar,
Que a alma enamorada foi-se. Ficou perdida.
Quando os nossos laços foram quebrados.

Agora...
Agora resta-me limpar o que sobrou...
Não para debaixo do tapete,
(como pretendias!).
O que não presta, é deitado fora,
Junto dos demais inconvenientes, das bijutarias.

Pedro, opus9

Louco...

Amar não é ontem.
Nem depois.
Tem de ser hoje. Sempre. Com força. Muita.

Não te perdi ontem.
Nem depois.
Fugiste hoje. Secretamente. De mim...

Sorrio. Choro. Bato em mim mesmo.
Assim, pancadas duras. Ocas.
Vazias de ti...
...De mim. Falo, berro, grito. Omito palavras loucas.
Culpo o vazio. O cheio. O universo. Culpo-te a ti.
Por não me teres obrigado.
Por não me teres forçado.
Eu queria amar.
Eu quero amar!
Por favor, um tiro.
Já não tenho mais pulsos para cortar.

É este o fado dos incautos.
Dos fracos, dos que vivem de cinzas.
Aqueles que pegam na fruta, mas não compram.
Olham as vitrinas, enquanto adornam os passeios.
Fui desses, dos que te amaram.
Pensaram.
Tocaram.
Cheiraram.
Beijaram (doce, demasiado doce!).
Tremi-te um pouco. Apenas um pouco.
Vou-me assim, de coração gelado. Louco.
Morria por mais sorriso. Morria pelo que fosse...

Pedro, opus 10