sexta-feira, setembro 30, 2005

História à minha maneira I

Quando ouço a minha mãe gritar: “ Ai, ai, que grande putanheiro que ali vai. Já viste?!”, eu, depois de me esconder num buraco, dou-lhe toda a razão! Estive a raciocinar um pouco e, acabei por chegar à conclusão, que o que é ensinado na escola, aos putos, não passam de infames mentiras. Ora, neste texto irei, para já, apontar apenas os erros ligados ao capítulo das Descobertas marítimas...
Ponto 1 – A Índia.
Esqueçam tudo, não foram as especiarias o motivo de tanto celeuma. Porra, acreditam mesmo, que os portugueses se arriscariam a tanto perigo, por pimenta e noz-moscada? Mal. Foram atrás do Kamasutra ilustrado e na volta trouxeram algumas “professoras”.
Ponto 2 – O Brasil.
Com que então o Pedro Álvares Cabral enganou-se na rota e encontrou o Brasil? Mal. Pensam mesmo que o malandro do rei, não estava já a par da qualidade “laboral” das índias brasileiras? Pensavam mesmo que os tipos em Bragança descobriram algo novo? Acreditem, há muitos séculos, que a Corte Portuguesa contava com casas de alterne de qualidade...
Ponto 3 – Macau.
Então vamos à China e coisa e tal e só ficamos com uma cidade?! Não quero desculpas esfarrapadas de que é grande e não dá para conquistar! Ninguém sabe, mas eu conto aqui em primeira-mão, que Macau era o maior centro de tráfico de ópio (droga para os Zé’s!), além de ter umas casas de prostituição 5 estrelas. Do melhor! (P.S. Não esquecer que a Igreja Europeia precisava também, de dissipar duma vez por todas, as dúvidas sobre a posição do órgão sexual feminino, das nativas Asiáticas. Por uma questão de logística...)
Ponto 4 – África.
Com que então fomos lá porque tinham escravos, diamantes, ouro e tapeçarias? Mal. O que os portugueses queriam mesmo, era provar o “chocolate” dos Africanos. Sim ouviram muito bem, eu disse no masculino. Pensavam agora que somos um país completamente hetero? Mal. Outra vez. Também nós possuímos uma quota-parte de rabetas, que andavam pelas ruas de Belém, ansiosos por receberem mais uma “carga” de escravos. Mais! A maioria dos portugas espera e desespera pelo regresso do seu El-Rei D. Sebastião, quando desconhecem a verdadeira natureza sexual do tipo. Aí se aqueles tipos da ribeira de Lisboa, descobrissem a verdadeira razão para a “Cruzada” portuguesa, em Marrocos...

P.S. Ele não volta nunca mais! Ou achavam que ele iria trocar a valente cenoura que tem enfiadinha no traseiro, para voltar para cá? Ainda por cima ele é Benfiquista! Chega de clamar por D. Sebastião, peçam mas é, que volte o Mourinho. Esse sim é um Homem com M grande...

quarta-feira, setembro 14, 2005

Rouxinol

Eu confesso.
Deixo cair a máscara, de nada me serve agora.
Pouco me resta, acabaste por ir embora.
Sozinho fiquei, chorando lágrimas de raiva. Possesso...

...Hei-de ficar, enquanto te idolatrar.
Enquanto te sentir revolver, dentro de mim.
Louco sou que não abdico de ti, prefiro quebrar,
A ter (novamente) de procurar outra Jasmim.

Deixa morrer, deixa cair.
Não voltes! Não fujas para longe de meu ser.
Será que esqueces, que o rouxinol canta até morrer?
Não vês meus lábios, abafarem no silêncio quente,
Desejosos de beberem novamente, as flores de teu jardim?
Não ouves?!
O canto do pássaro, uivando desesperadamente?
A bela melodia matou o rouxinol. Acabou, isto é o fim.


Pedro, opus 5

quarta-feira, setembro 07, 2005

Devias ter vindo...

Nunca é tarde.
Existe sempre tempo. Existe sempre um olhar.
Os ponteiros não são eternos.
Podemos ser nós a obrigá-los a parar.

Devias ter vindo...

Não é a espera que mata.
Muito menos a angústia! A dor...
As lágrimas já não pesam e o amor...
Bem, esse, já deixou de chorar por ti.

Devias ter vindo...
Devias mesmo ter vindo.

Não sou inocente no meu suicídio.
Nem quero!
Os versos são meus, as palavras também.
Aquelas que te querem, é claro,
Porque as outras, essas levaste-las tu.
Para o Inferno.
Para o Céu.
Para perto dos Deuses,
Da vida eterna.
Pensaste escapar a nós, aí bem longe.
Este não foi o nosso último Adeus!

Devias ter vindo...

Só mais um abraço,
Um toque,
Um suspiro,
Um beijo...
Sem pretensões, imaginação ou desespero.
Só mais um beijo e depois um Adeus.
Devias ter vindo...mas já não vens.
Continuas a caminhar para longe,
Para junto dos descrentes, dos Ateus...

Pedro, opus 8