quinta-feira, dezembro 08, 2005

O outro lado do fim II

O que nos torna, ainda, mais magníficos, é a nossa mortalidade. É certo, que a morte assusta a maior parte de nós. Tudo bem, é mais do que normal. Ora tal como eu aceito de bom grado, este nosso “handicap”, também afirmo, que a imortalidade é possível. Obviamente, que falo duma imortalidade diferente e superior, ao nosso corpo. Acredito, que a nossa alma, o nosso carácter e força de viver, pode ficar eternamente cá. Bem perto, de todos aqueles que assim, o pretenderem. Enquanto existir memória, ninguém morre realmente. Tudo isto, para dizer que o escrevi fica comigo, mas também aqui, no blog. Foi sempre essa a maior preocupação, que não se esquecessem de mim. Se o atingi ou não, isso fica ao vosso critério. Por mim, acabo satisfeito. O que pretendia atingir, consegui. Aliás, posso até dizer que encontrei algo, que não estava à espera. Só posso estar mais do que contente...mas não estou. Ficou muito por escrever. Muito por descrever, por contar. São tantas as palavras, que na ânsia de serem faladas, derraparam no céu-da-boca e se perderam. Tantas. E ainda bem, que aconteceu assim, até porque sem as palavras, que tenho eu?
Obrigado por partilharem, este meu “diário pessoal”, que foi crescendo com o passar dos meses, muito pela vossa paciência e dedicação. Sou sincero, quando admito que tudo isto valeu a pena e ultrapassou as minhas (poucas) expectativas. Até depois ou outro dia qualquer.

10 Comments:

Blogger Anjo Caído said...

Tu sabes o quanto eu gosto daquilo que escreves, daquilo que tu pensas, daquilo que és. Por isso respeito esta tua decisão. Não concordo com ela, porque acho que tinhas e tens muito para dar, mas, como sempre, eu estou aqui para apoiar tudo aquilo que achas que é o mais correcto a ser feito.

...ficam as (muitas) saudades de te ler mas a alegria de te poder ouvir (muitas vezes!)

bacci ragazzo

7:25 da tarde  
Anonymous Não vale a pena... said...

É engraçado olhar para trás, para a vida que ficou, e para tudo o que conseguiste. Agora que chega ao fim, podes olhar para tudo com orgulho, e descansar, para gozar sem preocupações ou remorsos estes anos dourados que se avizinham.

Iremos, decerto, visitar-te ao lar, para ouvir as histórias do nosso "velhinho", trémulo e enrugado, quando recordar os tempos em que os seus dias não corriam presos a uma tal cadeira de rodas, e que a mantinha que lhe abriga as pernas do frio ficaria em casa, dentro do ármario, onde pertence. Sim... é claro que depois virá o esquecimento tão próprio destas situações, porque, sinceramente, não há pachorra para velhos decrépitos e para o ambiente cinzento que rodeia a vida da terceira idade. Aí, vamos afastar-nos, só para dar espaço para os abutres comerem em paz, e depois chorar tudo de uma vez num funeral lindo, em que vamos jurar a uma só voz que nunca te esqueceremos. Querias imortalidade...? Eu asseguro-te. Mas (ainda) não morreste. Tens uma reforma para gozar. Aproveita bem os próximos... três, quatro, vá lá, cinco meses.

No domingo, logo a seguir ao almoço, lá estarei. Levo comigo umas revistinhas e o teu doce de ameixas, que sei que adoras (e que te ajuda imenso quando vais à "casinha"). Podemos passar a tarde a recoradar o que foi a tua, talvez a nossa vida em comum. As mulheres que te amaram, as outras que também não, o futebol, as ganzas, o alcoól e as mijadelas da marginal para o rio, os carros que conduziste e os outros que chegaste a ser, as palavras...e a estupidez natural - sim, esse é o teu bilhete para a imortalidade. Ninguém vai esquecer-te, quanto mais não seja porque sempre que precisarem de um termo de comparação para uma situação limite de demonstração de irreflexão no comportamento humano, quem te conheceu vai dizer: "o Pedro ainda era pior..."

Vou ter saudades disto. Há-de vir algo melhor.

9:44 da tarde  
Anonymous Não vale a pena... said...

É engraçado olhar para trás, para a vida que ficou, e para tudo o que conseguiste. Agora que chega ao fim, podes olhar para tudo com orgulho, e descansar, para gozar sem preocupações ou remorsos estes anos dourados que se avizinham.

Iremos, decerto, visitar-te ao lar, para ouvir as histórias do nosso "velhinho", trémulo e enrugado, quando recordar os tempos em que os seus dias não corriam presos a uma tal cadeira de rodas, e que a mantinha que lhe abriga as pernas do frio ficaria em casa, dentro do ármario, onde pertence. Sim... é claro que depois virá o esquecimento tão próprio destas situações, porque, sinceramente, não há pachorra para velhos decrépitos e para o ambiente cinzento que rodeia a vida da terceira idade. Aí, vamos afastar-nos, só para dar espaço para os abutres comerem em paz, e depois chorar tudo de uma vez num funeral lindo, em que vamos jurar a uma só voz que nunca te esqueceremos. Querias imortalidade...? Eu asseguro-te. Mas (ainda) não morreste. Tens uma reforma para gozar. Aproveita bem os próximos... três, quatro, vá lá, cinco meses.

No domingo, logo a seguir ao almoço, lá estarei. Levo comigo umas revistinhas e o teu doce de ameixas, que sei que adoras (e que te ajuda imenso quando vais à "casinha"). Podemos passar a tarde a recoradar o que foi a tua, talvez a nossa vida em comum. As mulheres que te amaram, as outras que também não, o futebol, as ganzas, o alcoól e as mijadelas da marginal para o rio, os carros que conduziste e os outros que chegaste a ser, as palavras...e a estupidez natural - sim, esse é o teu bilhete para a imortalidade. Ninguém vai esquecer-te, quanto mais não seja porque sempre que precisarem de um termo de comparação para uma situação limite de demonstração de irreflexão no comportamento humano, quem te conheceu vai dizer: "o Pedro ainda era pior..."

Vou ter saudades disto. Há-de vir algo melhor.

9:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Foda-se... carreguei duas vezes no botão...

9:45 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

o k é k está a acontecer, podes m explicar?? estás a ver a luzinha no fundo do túnel e n avisas, é?! achas mm q já deste muito?? pk s axas, (desculpa a sinceridade)mas parece me q t contentas cm pouco! de tanto q tens para dar, a tua herança é só isto?... pobre da tua família q nunca vai poder viver à custa dos direitos de autor! lol
Para mim alguém como tu, -capaz d ouvir as conspirações do universo e transcrevê-las d uma forma tão pessoal- n devia ser tão pouco exigente! devias querer mais de ti, mais do mundo!.. e os sonhos, e as estrelas, e o cheiro de terra molhada e o sol de inverno, já os escrevest? na imortaniladade está a vontade d querer sempre mais e melhor, n xega o talento, é preciso coragem, trabalho, crescimento! já pensast q a cada segundo q passa tu mudas, a tua pele envelhece, o teu cérebro desgasta-se, o teu espírito amadurece:.. a vida, o tempo, as experiências como podes ignorá-las assim?! s tu mudas, as tuas palavras hão-de mudar tb! s tens essa tal alma d poeta como podes ser tão egoísta e n querer mais dar-nos a sentir o sabor das tuas palavras?! mas q raio d poeta és tu, q só quer a imortalidade e n quer a partilha?! todas as pessoas têm uma missão, por acaso já a descobrist e concretizast pa andares aí a deixar restos d despedidas?! s fosses morrer hoje ou amanha o texto q escrevest tava mt bem, mas n acredito q isso aconteça por dois motivos: primeiro, como s costuma dizer "erva daninha n morre!" :), segundo pk um verdadeiro poeta só deseja a morte nos seus poemas para lhes dar um pouco mais de emoção e beleza, ou até pode de vez em quando querer mm morrer, mas o desejo de experienciar... a vontade d saber o q ainda virá é muito mais forte! aprende a ser um bom fingidor... torna t realmente imortal, torna t capaz de com as palavras arrepiar, mm q essas palavras tenham cem anos!
por isso vê lá s t deixas d merdas, e continua a escrever pk inda tens tanto papel pa gastar, tantos cabelos para arrancar, tantas noites em claro à procura da palavra certa...
desculpa lá o sermão, mas acho q tavas mm a pedi-lo! :)

Ana Palma

10:24 da manhã  
Anonymous Philosophicus22 said...

Ai q caralho, agora até já os malucos têm blogs e o caralho. Mas está muito bem conseguido!

Enfim, coisas e cenices.

Assalamo Philosophicus

11:22 da tarde  
Blogger Xana Pinto said...

o fim NUNCA existe! o fim, em vez de ser encarado como FIM, deverá ser encarado como o principio de outra coisa!

2:44 da manhã  
Blogger M.Azul said...

Não sei quem és, mas gostei dos teus posts aqui. És bonito! Vive, força! Um beijo.

1:08 da manhã  
Blogger travisprice2678395845 said...

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12:03 da tarde  
Blogger lennyalexander0973554531 said...

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