segunda-feira, junho 19, 2006

Mero Mortal

Não são Amores, que pretendo poetizar.
Nem tão pouco deixas ou sentenças roubadas.
Acredita, estas palavras não são tuas.
São minhas. Primeiro nuas, depois bem esculpidas.
Nunca terás o poder de as estragar ou enfatizar.
Apenas te servem de leitura e consolo.
Por saberes que sou Eu,
Por saberes que já te foram queridas.
Por saberes que Eu já fui Teu.

Fomos o começo do fim.,
O choro antes da pancada.
Tu foste o Teu vestido de cetim,
E Eu, a última lágrima derramada.

Nunca te faltei com palavras doces.
Nunca te Faltei, enquanto minha amada.
Manhãs, tardes, noites...
...Chamadas, palavras, desenhos.
Sorrisos. Inúmeras gargalhadas.
Nada. Nada de nada.
Agora?!
Já não há crepúsculo matinal.
Muito menos arco-íris.
Nada que resista ao temporal.
Era-me tudo impossível, tudo anormal.
Pensaste-me Super-homem,
Sendo Eu, apenas, um mero mortal.